Presidente do TRE-PB minimiza falhas no transporte e sustenta que atrasos de ônibus não justificavam prorrogação da votação
Desembargador Márcio Murilo afirmou que percalços no transporte público se concentraram pela manhã e foram superados no período da tarde durante o segundo turno.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), desembargador Márcio Murilo, avaliou que as falhas registradas no transporte público durante o segundo turno das eleições, no último domingo (25), concentraram-se pela manhã e não justificavam a prorrogação do horário de votação no estado.
Avaliação do fluxo de votação
Em declarações à imprensa, o magistrado afirmou que a movimentação nos colégios eleitorais transcorreu de forma regular durante a reta final da votação, sem registros de filas no horário formal de encerramento das urnas.
“O que sabemos por comentários de todos os mesários e juízes, é que não havia ninguém na fila às 17 horas. Não havia mais problemas de ônibus, nem estadual, nem pré-estadual. O que houve foram alguns percalços pela manhã”, declarou o desembargador.
Murilo comparou a oscilação inicial da demanda de passageiros ao comportamento observado em dias com grandes eventos, destacando que o fluxo dos coletivos se estabilizou no decorrer do dia:
“À tarde, quando o eleitor já havia votado, acabaram os problemas de locomoção. Mas insistiram para que houvesse a prorrogação no Brasil todo. E tivemos que cumprir às pressas a ordem superior, que é nosso dever”, completou.
Relatos de passageiros e denúncias ao MPPB
Apesar da análise da Corte eleitoral, eleitores de João Pessoa relataram atrasos expressivos nos itinerários e ônibus que não pararam nos pontos de embarque ao longo do dia. O Ministério Público da Paraíba (MPPB) informou ter recebido cerca de 30 denúncias relacionadas a irregularidades e falhas no serviço de transporte público, tanto na Capital quanto em municípios do interior.
Fonte: PolíticaETC