Política

Paraíba registra três candidaturas barradas na Justiça Eleitoral por elo com crime organizado

Estado aparece atrás apenas do Rio de Janeiro em levantamento nacional sobre registros vetados por envolvimento com grupos criminosos.

Por Redação •
Paraíba registra três candidaturas barradas na Justiça Eleitoral por elo com crime organizado

A Paraíba figura entre as unidades da Federação com candidaturas barradas pela Justiça Eleitoral sob suspeita de ligação com o crime organizado. Conforme levantamento divulgado pela CNN Brasil, o estado teve três registros indeferidos, integrando um total de 22 candidaturas vetadas em seis estados brasileiros.

Cenário nacional e números do estado

Com esse volume, a Paraíba ocupa o segundo lugar em registros negados sob essa justificativa, ficando atrás unicamente do Rio de Janeiro, que somou 13 casos. O balanço nacional inclui ainda:

  • Acre: duas candidaturas barradas;
  • Mato Grosso do Sul: duas candidaturas barradas;
  • Bahia: uma candidatura barrada;
  • Amapá: uma candidatura barrada.

O levantamento aponta também que o Ministério Público Eleitoral questionou formalmente quatro candidaturas paraibanas, dentro de um grupo de 42 contestações espalhadas por dez estados. Em todo o país, a maior parte dos atingidos disputava vagas de deputado estadual (14), seguidos por postulantes a deputado federal (6) e a suplente de senador (2).

Critérios jurídicos e fase de recursos

De acordo com o Ministério Público Eleitoral, a jurisprudência estabelece que indivíduos ligados a organizações paramilitares ou grupos criminosos não devem disputar mandatos eletivos, mesmo que ainda não exista condenação criminal definitiva. O órgão sustenta que a influência dessas facções compromete a legitimidade da disputa democrática e favorece a infiltração ilícita na política.

As decisões, contudo, ainda não possuem caráter definitivo em sua totalidade. Grande parte dos candidatos alvos de veto aguarda o desfecho de recursos impetrados junto aos Tribunais Regionais Eleitorais e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), etapas que ainda podem alterar o cenário jurídico de cada postulante. A apuração não detalhou as identidades dos três candidatos paraibanos que tiveram os registros negados.

Fonte: FONTE83