Paraíba confirma 14 mortes por dengue e registra alta expressiva nos casos de zika
Boletim epidemiológico da SES-PB aponta avanço das arboviroses e reforça a necessidade de eliminar focos do mosquito Aedes aegypti.

O mais recente Boletim Epidemiológico das Arboviroses, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) com análises até o dia 3 de setembro, revelou um avanço de 10% nos casos prováveis de dengue na comparação com o mesmo período do ano anterior. O levantamento também apontou um aumento de 400% nos registros de zika e a confirmação de 14 mortes por dengue no estado em 2026, enquanto a chikungunya apresentou queda nos indicadores.
Vítimas e distribuição dos casos
Até a 34ª Semana Epidemiológica, a Paraíba contabilizou 6.647 casos prováveis de arboviroses, sendo 6.484 de dengue, 158 de chikungunya e cinco de zika. Os 14 óbitos confirmados por dengue ocorreram em dez municípios paraibanos:
- São Bento: 4 óbitos
- Campina Grande: 2 óbitos
- Alagoa Nova, Bayeux, Brejo do Cruz, Camalaú, Guarabira, João Pessoa, Monteiro e Sumé: 1 óbito cada
De acordo com a vigilância epidemiológica, embora os sorotipos 1, 2 e 3 estejam em circulação simultânea no estado, o sorotipo 3 é o que apresenta maior prevalência no momento.
“A população tem um papel importante no controle e na prevenção das arboviroses. É fundamental que os cuidados para evitar a proliferação do mosquito façam parte da rotina, principalmente neste período de maior sazonalidade”, destacou Carla Jaciara, técnica da Vigilância das Arboviroses da SES-PB.
Combate ao mosquito e suporte aos municípios
A principal medida para frear a disseminação das doenças é impedir a reprodução do mosquito Aedes aegypti. Especialistas reforçam a necessidade de manter caixas-d’água vedadas, desobstruir calhas, higienizar recipientes e inspecionar regularmente vasos de plantas, pneus e garrafas que possam acumular água parada.
Para fortalecer o combate nas cidades, a pasta estadual realiza capacitações, distribui larvicidas e inseticidas, além de atuar no monitoramento conjunto com as gestões municipais por meio do Laboratório de Entomologia, que analisa dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) e coletas em ovitrampas.
Sintomas e orientação para exames
A orientação das autoridades de saúde é que a população procure atendimento médico imediato ao notar sintomas como febre, dores no corpo e atrás dos olhos, manchas avermelhadas na pele, náuseas e dor de cabeça. A automedicação deve ser estritamente evitada.
O diagnóstico precoce viabiliza a coleta adequada de exames laboratoriais, como o teste de RT-PCR, recomendado preferencialmente entre o primeiro e o quinto dia após o início dos sintomas, com análise direcionada à rede de referência.