Política

Na Itália, Carla Zambelli relata cancelamento de vaquinha online e anuncia nova campanha

Ex-deputada federal afirmou que assinantes foram reembolsados e citou restrições bancárias no exterior devido à inclusão na Interpol.

Por Redação •
Na Itália, Carla Zambelli relata cancelamento de vaquinha online e anuncia nova campanha

A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) informou nesta terça-feira (3) que a vaquinha online criada por ela na Itália foi cancelada pela plataforma digital responsável por hospedar a iniciativa. De acordo com a ex-parlamentar, as quantias já doadas foram estornadas aos participantes e uma nova campanha de arrecadação financeira deverá ser lançada.

“Todas as inscrições foram devolvidas, foram reembolsadas e foram canceladas”, declarou Zambelli em vídeo publicado nas redes sociais, afirmando desconhecer os motivos que levaram à decisão da empresa.

A arrecadação funcionava por meio de uma assinatura mensal no valor de R$ 50 em troca do envio de conteúdos exclusivos. Zambelli explicou que utilizava o mesmo modelo anteriormente para destinar os recursos diretamente ao advogado responsável por sua defesa jurídica em território italiano.

Dificuldades financeiras e restrições bancárias

Apesar de possuir cidadania italiana, a ex-deputada destacou que enfrenta graves entraves para exercer atividades remuneradas no país europeu por não conseguir abrir uma conta bancária. Ela atribuiu o bloqueio financeiro à inclusão de seu nome na lista da Interpol e afirmou que seus representantes legais trabalham para anular o registro internacional.

“Eu não tenho vergonha nem de trabalhar e nem de pedir ajuda. Eu não tenho medo de trabalho, muito pelo contrário, já trabalhei em várias coisas, inclusive limpando banheiro”, pontuou a ex-parlamentar.

Processos judiciais e pedidos de extradição

Carla Zambelli deixou o sistema prisional italiano em maio de 2026, após cumprir quase dez meses de detenção preventiva. Naquele momento, a Justiça da Itália negou o pedido de extradição ligado à pena de 10 anos de prisão fixada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo que apurou a invasão hacker aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Entretanto, um segundo pedido de extradição continua sob análise da Justiça italiana. Este processo refere-se à condenação de 5 anos e 3 meses de reclusão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, decorrente do episódio em que perseguiu um homem com arma em punho pelas ruas de São Paulo, em 2022. Em liberdade provisória, a ex-deputada aguarda uma audiência decisiva marcada para 24 de novembro na Corte de Apelação de Roma.

Fonte: Poder360