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Mundo sem porteira: reflexões sobre memória, sensibilidade e a trajetória na crônica paraibana

Em crônica intimista, autor revisita passagens pela imprensa, encontros literários e a busca por conexões autênticas em tempos de pressa.

Por Redação •
Mundo sem porteira: reflexões sobre memória, sensibilidade e a trajetória na crônica paraibana

A perda gradual da sensibilidade coletiva e a velocidade das reações a conteúdos cotidianos servem de ponto de partida para uma reflexão sobre escrita, existência e memória. Sem amarras temáticas prévias, o ato de escrever se constrói a partir da rotina simples de levantar da rede e sentar diante do computador, guiado pela necessidade de expressar impressões sobre o tempo presente.

Passagens pela imprensa paraibana

A relação com as palavras começou há décadas, somando passagens por tradicionais redações da Paraíba. O início no Jornal O Norte contou com o incentivo do jornalista Walter Galvão e, posteriormente, com o apoio do professor e jornalista Wellington Pereira no suplemento Gente & Lazer.

Mais adiante, veio a experiência como colunista diário no Jornal O Momento, sob a condução de Walter Santos. A coluna intitulada Kotidiano contava com arte visual desenvolvida por Cristóvão Tadeu. Os registros da época, preservados em folhas avulsas, reuniram textos de impacto que provocavam reações e debates no meio da comunicação, mantendo-se em circulação até o encerramento do periódico.

Vivências, cultura e referências

Entre lembranças pessoais e o ritmo acelerado em que todos parecem estar atrasados, o texto costura referências à música brasileira, à literatura e à convivência social. Figuras e obras como Guimarães Rosa, a canção de Sérgio Ricardo (Mundo Velho sem Porteira, lançada em 1971) e pensamentos de Saul Bellow surgem para dimensionar o valor da simplicidade, dos encontros e da coragem cotidiana.

“Intrusões inesperadas de beleza. É isso que a vida é.” — Saul Bellow

A reflexão conclui com a constatação de que viver demanda mais do que sobrevivência: exige presença, abertura a momentos simples e conexão genuína com o outro, em meio a um mundo aberto e sem fronteiras.

Fonte: MaisPB