João Pessoa sedia encontro sobre superdotação e altas habilidades na UFPB
Evento aborda neurodiversidade, saúde mental e inclusão da infância à vida adulta com foco em rigor científico e suporte pedagógico.

A capital paraibana recebe neste sábado (12) o evento "Vivendo a Superdotação em Contexto – Da infância à vida adulta: potencial, pertencimento e saúde mental". A iniciativa, voltada para debater a neurodiversidade e o acompanhamento ao longo do ciclo de vida, será realizada no Auditório de Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no Centro de Ciências da Saúde (CCS), a partir das 8h45. As inscrições estão disponíveis pela plataforma Sympla.
Abordagem além do diagnóstico
Idealizado pelo psicólogo, neuropsicólogo e pesquisador Damião Silva, o encontro busca ir além do diagnóstico inicial de Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD), priorizando o suporte educacional contínuo e o bem-estar socioemocional. Em declaração à imprensa, o especialista reforçou a necessidade de uma rede integrada:
"Nosso objetivo é discutir o que acontece depois que uma pessoa é identificada: quais são suas necessidades educacionais, emocionais e sociais e quais respostas família, escola e sociedade precisam construir. A superdotação não termina na infância nem pode ser compreendida apenas pelo desempenho acadêmico."
Programação multidisciplinar
O encontro é direcionado a familiares, educadores, profissionais de saúde e educação, pesquisadores e estudantes. O cronograma contempla discussões aprofundadas sobre os seguintes eixos:
- Avaliação neuropsicológica e critérios clínicos responsáveis;
- Plano de Desenvolvimento Individualizado (PDI/PEI) e inclusão escolar;
- Atendimento Educacional Especializado (AEE);
- Suporte socioemocional, saúde mental e garantia de direitos.
Rigor científico contra a desinformação
O organizador também alertou para a proliferação de conteúdos superficiais em redes sociais sobre o tema. Segundo o especialista, características genéricas têm sido apontadas equivocadamente como evidências de superdotação, incentivando autodiagnósticos sem respaldo técnico. Silva defende que a visibilidade recente precisa vir acompanhada de métodos científicos sólidos e políticas públicas estruturadas, evitando que o tema seja reduzido a privilégio, moda ou curiosidade pontual.