Política

Jô Oliveira aponta falhas na comunicação do governo Lula e cobra diálogo na reta final do segundo turno

Deputada estadual eleita avaliou que a gestão federal enfrentou dificuldades para divulgar resultados e destacou o impacto das narrativas adversárias.

Por Redação •
Jô Oliveira aponta falhas na comunicação do governo Lula e cobra diálogo na reta final do segundo turno

A deputada estadual eleita Jô Oliveira (PCdoB) avaliou que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou gargalos na estratégia de comunicação institucional e teve dificuldades para divulgar os resultados práticos de suas políticas públicas à população. A análise foi feita nesta quarta-feira (21), durante entrevista à imprensa, em meio às articulações políticas para a disputa do segundo turno, agendada para o próximo domingo (25).

“A nossa comunicação foi falha. Nesse momento, a gente precisa fazer essa leitura”, declarou a parlamentar.

Dificuldades de percepção e narrativa

Ao analisar o cenário político e eleitoral, Jô pontuou que faltou didatismo para esclarecer aos cidadãos quais medidas foram executadas pelo Executivo federal e o impacto direto dessas ações no cotidiano, principalmente para as camadas que mais dependem da assistência do Estado. Como exemplo, a deputada citou o aumento real do salário mínimo, argumentando que a autoria da medida nem sempre foi associada à gestão federal.

Segundo a parlamentar, o governo confiou excessivamente na premissa de que a entrega de obras e projetos bastaria para consolidar a percepção pública: “Faltou o governo dizer para as pessoas quem está fazendo”.

Estratégia adversária e mobilização

Jô Oliveira também chamou atenção para a eficiência da oposição na disputa pelas narrativas. Conforme explicou, grupos de direita e de extrema-direita souberam capitalizar pautas como a sensação de insegurança e queixas cotidianas para influenciar a opinião coletiva, admitindo que “a ação deles de comunicação foi mais efetiva que a nossa”.

Para a reta decisiva da campanha, a parlamentar defendeu intensificar o corpo a corpo com eleitores indecisos e que se abstiveram no primeiro turno. Ela ressaltou que a votação de domingo transcende as disputas nominais nas urnas e representa a definição dos rumos do país para o próximo ciclo de quatro anos.

Fonte: Fonte83