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Idosas mobilizam comunidades rurais e lideram movimento contra abstenção eleitoral

Na zona rural do Maranhão, quebradeira de coco faz busca ativa de eleitoras da terceira idade e reforça campanha pelo voto consciente.

Por Redação •
Idosas mobilizam comunidades rurais e lideram movimento contra abstenção eleitoral

Na comunidade rural de Ludovico, no município maranhense de Lago do Junco, a quebradeira de coco babaçu Maria Alaídes Alves de Souza, de 71 anos, transformou a própria ida às urnas em um ato de engajamento coletivo. Liderança regional, ela realiza um trabalho de busca ativa para conscientizar outras trabalhadoras rurais e avós a exercerem a cidadania, estendendo sua atuação pelas comunidades vizinhas de São José, Mata dos Reis, Marajá Alto Alegre, Estirão e Pau Seco.

“A gente busca motivar explicando que é muito importante a pessoa registrar o seu voto. Ninguém pode desanimar. O voto para mim é orgulho. Voto pela manutenção de direitos e pela democracia”, afirma Maria Alaídes.

Engajamento e redução da abstenção

O engajamento de Maria Alaídes se soma a iniciativas como a campanha Vovó Vota, promovida pelo Movimento Voto 70+, que busca aproximar gerações e valorizar o comparecimento eleitoral facultativo. O Brasil soma cerca de 16 milhões de eleitores com mais de 70 anos, grupo que representa 10,6% do eleitorado nacional. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que a abstenção dessa faixa etária recuou de 58,8% em 2022 para 49,1% no primeiro turno deste pleito.

Voto como legado e superação de barreiras

Relatos de superação e incentivo familiar marcam a decisão de retornar às urnas no segundo turno, inclusive entre quem se absteve na primeira etapa:

  • Maria Albino Costa, de 85 anos, moradora de Orizona (GO), decidiu votar após a redução de cargos em disputa, contando com apoio da filha e da neta;
  • Maria José Cantarelli, de 80 anos, residente em Olinda (PE), regularizou sua participação via aplicativo e-Título após 12 anos afastada dos pleitos;
  • Francisca Barroso Monteiro, de 84 anos, de Nova Iorque (MA), defende o voto como ferramenta essencial para garantir políticas de saúde e educação;
  • Suely Mendonça, de 79 anos, no Rio de Janeiro, destaca o valor cívico do processo após vivenciar o período de restrições durante a ditadura militar.

Apesar de episódios de filas ou escadarias relatados por eleitoras como Prazeres Maria da Silva, no Rio, e Beatriz Cintra Labaki, em São Paulo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assegura por resolução que os idosos contam com atendimento prioritário e garantia de acessibilidade nas seções eleitorais de todo o país.

Fonte: AgênciaBrasil