EUA realizam ataque contra a ilha de Qeshm, ponto estratégico no sul do Irã
Ação militar atinge região do Estreito de Ormuz na véspera das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Forças militares dos Estados Unidos executaram uma ofensiva aérea nesta segunda-feira (2) contra a Ilha de Qeshm, território estratégico iraniano situado na entrada do Estreito de Ormuz. A informação foi divulgada pelo jornal norte-americano The Wall Street Journal.
Segundo a imprensa iraniana, moradores locais relataram ter avistado duas aeronaves momentos antes de ouvirem ao menos cinco fortes explosões na região insular.
Importância estratégica e histórico de bombardeios
Localizada no Golfo Pérsico, no sul do Irã, Qeshm é a maior ilha daquela bacia marítima, com dimensão estimada entre 1.200 e 1.500 km². O território abriga complexos de alto valor militar e logístico para o regime de Teerã, incluindo:
- Uma base naval das forças armadas iranianas;
- Um depósito subterrâneo de mísseis;
- Uma importante usina de dessalinização de água.
O local já havia sido bombardeado pelos EUA em investidas anteriores. Conforme fontes diplomáticas e de inteligência ouvidas pela publicação norte-americana, o ataque integra uma estratégia de incursões pontuais e de menor escala adotada por Washington nas últimas semanas. Ao contrário dos estágios iniciais das hostilidades, a Casa Branca tem optado por não confirmar publicamente as operações, sinalizando reservadamente que busca evitar uma escalada de grandes proporções no Oriente Médio.
Véspera eleitoral e tratativas diplomáticas
A ofensiva ocorre na véspera das eleições legislativas norte-americanas (midterms), agendadas para esta terça-feira (3). Em declaração concedida em Washington, o presidente Donald Trump descartou planos para novos bombardeios após o pleito e indicou otimismo sobre possíveis entendimentos diplomáticos.
“Estamos vencendo o Irã, vencendo com facilidade. Eles querem fazer um acordo. E isso pode acontecer”, afirmou Donald Trump.
Em paralelo, autoridades de Teerã reiteraram que os canais de negociação para um eventual cessar-fogo seguem abertos, com o apoio e a mediação diplomática do Qatar.
Fonte: Poder360