Entenda por que produtos e serviços custam mais caro em aeroportos e saiba como economizar
Custos operacionais elevados e exigências contratuais encarecem itens nos terminais; especialista aponta alternativas para reduzir gastos e alerta sobre impactos do calor nos voos.

Passageiros que costumam viajar de avião frequentemente se deparam com preços elevados de alimentos e produtos em terminais aéreos. Fatores contratuais, exigências sanitárias rígidas e despesas operacionais específicas explicam essa diferença em relação ao comércio de rua, conforme detalhou o especialista Alessandro Souza ao analisar o tema e apresentar orientações para quem busca economizar durante o trajeto.
Custos operacionais e disputa por espaço
A gestão de um estabelecimento dentro de um terminal envolve dinâmicas distintas das lojas convencionais. O cumprimento rigoroso das normas de vigilância sanitária e as fiscalizações contínuas geram custos extras, principalmente no ramo de alimentação. Além disso, a disputa acirrada por pontos comerciais em aeroportos movimentados — a exemplo de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro — eleva substancialmente as despesas dos lojistas.
“Os custos operacionais para dentro do terminal são bem diferentes de fora do terminal. Isso, muitas vezes, faz com que o preço seja elevado”, explicou Alessandro Souza.
Os contratos firmados com as concessionárias costumam exigir valores fixos pela ocupação das áreas e, frequentemente, o repasse de um percentual sobre o faturamento bruto. Esse modelo de cobrança pressiona com intensidade os setores de refeições, lanches rápidos e artigos para presentes.
Dicas práticas para economizar na viagem
Para atenuar os gastos durante o embarque e as conexões, o planejamento prévio da bagagem de mão surge como principal alternativa:
- Água e hidratação: É permitido levar garrafa para consumo próprio, desde que observadas as regras de segurança nos procedimentos de inspeção do terminal.
- Lanches rápidos: Alimentos práticos, como barras de cereais e biscoitos, podem ser transportados na bolsa ou mochila, priorizando itens sem odores fortes e de fácil descarte.
- Bebidas alcoólicas: No transporte de produtos como vinhos, o passageiro deve checar com antecedência os limites de líquidos e as normas de lacre para voos domésticos e internacionais.
Impactos do clima e ajustes na malha aérea
As variações climáticas também exigem atenção redobrada dos passageiros. Em períodos de temperaturas extremas, o calor excessivo interfere no desempenho das aeronaves durante a decolagem. Variáveis como extensão da pista, umidade do ar, peso transportado e autonomia de voo são calculadas pelas equipes técnicas, que podem restringir a carga a bordo para garantir a segurança dos voos.
O setor aéreo também realiza transições sazonais entre as malhas de inverno e verão. A implantação da malha aérea de verão, prevista para o final de outubro, trará ajustes em diversas rotas, a exemplo do voo da Latam em Campina Grande, cujo horário passará das 11h45 para as 17h20.
Fonte: ParaibaOnline