Política

Daniella Ribeiro aponta violência política de gênero em ataques contra Flávia Galdino

Senadora repudiou reações à mudança de apoio em Piancó e destacou que divergências democráticas não podem se transformar em ofensas pessoais contra mulheres.

Por Redação •
Daniella Ribeiro aponta violência política de gênero em ataques contra Flávia Galdino

A senadora Daniella Ribeiro (PP) repudiou publicamente as declarações desferidas contra a ex-prefeita de Piancó, Flávia Galdino, classificando as críticas como violência política de gênero. A polêmica teve início após a liderança sertaneja oficializar adesão à pré-candidatura do deputado federal Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado Federal — chapa que tem a própria Daniella escalada como primeira suplente. Para a parlamentar, o embate eleitoral não pode ultrapassar o limite das ideias para atingir a dignidade de figuras femininas.

Reação após mudança de posicionamento

O posicionamento de Daniella ocorreu logo após manifestação do senador e postulante à reeleição Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que reagiu à perda de apoio em Piancó acusando a ex-prefeita de ter inaugurado a “traição política” no município. A mudança de rota, contudo, não partiu isoladamente de Flávia Galdino: envolveu também o atual prefeito de Piancó, Julhinho, e o ex-prefeito Daniel Galdino, alterando de forma substancial o tabuleiro eleitoral no Sertão paraibano.

Em vídeo divulgado em suas plataformas digitais, Daniella salientou que a decisão representou um consenso maduro e coletivo do grupo local, criticando o fato de apenas a mulher ter sido alvo de desqualificação pública.

“A decisão em Piancó foi coletiva. Havia homens fazendo a mesma escolha. Uma escolha racional e democrática, baseada no que eles acreditam ser o melhor para sua região. Mas foi Flávia quem virou alvo da desqualificação pessoal”, destacou a parlamentar.

Combate à violência política de gênero

Ao contextualizar a situação com desafios enfrentados em sua própria caminhada política, Daniella defendeu que a disputa democrática permaneça centrada em projetos e propostas para a Paraíba, sem apelos misóginos ou intimidações.

“Eu sei bem o que é ver uma divergência política deixar de ser sobre ideias e virar ataque pessoal simplesmente porque do outro lado está uma mulher. Discordância política faz parte. Ataque pessoal, machismo e violência política contra mulheres, não”, concluiu a senadora.

Fonte: Portal da Capital