Comerciantes protestam após ordem de desocupação no Mercado Central e PMJP marca reunião
Vendedores foram notificados para deixar área no entorno do mercado em até 72 horas; Prefeitura diz que medida faz parte da reforma e promete realocação temporária.

Comerciantes que atuam no entorno do Mercado Central de João Pessoa fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira (30), após receberem uma notificação da Prefeitura determinando a desocupação da área em até 72 horas. O ato bloqueou trecho de acesso ao mercado, teve fogo em materiais e deixou o trânsito lento na região central da Capital.
A manifestação foi registrada no entorno do Mercado Central, uma das áreas comerciais mais movimentadas de João Pessoa. Os comerciantes protestaram contra a retirada de estruturas provisórias instaladas no perímetro afetado pelas obras de requalificação do equipamento público.
De acordo com a notificação atribuída à Secretaria de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa, a desocupação envolve ocupantes, permissionários e responsáveis por estruturas provisórias localizadas na área demarcada para a continuidade da intervenção.
Durante o protesto, parte dos manifestantes bloqueou um cruzamento que dá acesso ao mercado. Materiais também foram incendiados no local, e a Polícia Militar foi acionada para acompanhar a situação.
Prefeitura marca reunião com comerciantes
Após a repercussão do protesto, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano marcou uma reunião para a próxima segunda-feira (4) com representantes de 30 comerciantes notificados.
Segundo a Prefeitura, o encontro deve apresentar alternativas de realocação temporária enquanto a etapa inicial da reforma é executada. Entre os locais citados estão outros mercados públicos, shoppings populares e praças.
A reunião também deve contar com representantes da empresa responsável pela obra, da Sedurb e da Secretaria Municipal de Infraestrutura.
A gestão municipal afirma que a realocação será feita por etapas, para permitir o andamento da reforma sem interromper totalmente as atividades comerciais no Mercado Central.
O projeto de requalificação do equipamento prevê investimento de quase R$ 32 milhões e inclui novas estruturas, como edifício-garagem, pavilhão de roupas, oficina gastronômica, base da Emlur e base da Guarda Civil Metropolitana.
A situação acendeu um alerta entre vendedores que dependem do movimento diário no Centro para manter a renda. A retirada em prazo curto, somada à incerteza sobre a realocação, tornou o caso um ponto de tensão entre os trabalhadores e a Prefeitura.
A reunião marcada para segunda-feira será decisiva para definir onde esses comerciantes poderão atuar temporariamente e como a obra deve avançar sem ampliar o conflito no entorno do Mercado Central.
Fonte: MaisPB