Saúde

Com previsão de 1,6 mil novos casos de câncer de mama, Camila Toscano cobra agilidade no diagnóstico na Paraíba

Deputada estadual alerta para estimativas do Inca e defende descentralização do atendimento para agilizar exames, biópsias e início do tratamento pelo SUS.

Por Redação •
Com previsão de 1,6 mil novos casos de câncer de mama, Camila Toscano cobra agilidade no diagnóstico na Paraíba

A previsão de 1.640 novos casos de câncer de mama na Paraíba em 2026 intensificou os debates sobre a urgência de fortalecer as políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce e à assistência às pacientes. Diante desse cenário, a deputada estadual Camila Toscano (PSDB) defendeu que o combate à doença precisa ir além das campanhas de conscientização, assegurando estrutura eficiente de atendimento em todas as regiões do estado.

Cenário epidemiológico e estimativas

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil deve registrar 78.610 novos casos anuais no triênio 2026–2028, sem considerar os tumores de pele não melanoma. No recorte paraibano, as projeções para 2026 indicam uma taxa bruta de 76,11 casos para cada 100 mil mulheres, com taxa ajustada calculada em 53,46 por 100 mil.

“Precisamos garantir que a mulher paraibana não fique esperando meses por uma mamografia, por uma consulta com um especialista ou pelo resultado de uma biópsia. A informação é fundamental, mas precisa vir acompanhada de atendimento, estrutura e agilidade. O diagnóstico precoce pode fazer a diferença na vida de milhares de mulheres”, afirmou a parlamentar.

Gargalos e propostas para a rede assistencial

Camila Toscano destacou que a prioridade da saúde pública deve ser o aprimoramento da linha de cuidado, cobrindo desde o rastreamento inicial até o pós-tratamento. Entre as ações cobradas para reestruturar a rede assistencial no estado, estão:

  • Ampliação do acesso a exames de mamografia conforme as diretrizes oficiais;
  • Redução do tempo de espera para realização de biópsias e exames complementares;
  • Encaminhamento imediato de pacientes com alterações identificadas;
  • Garantia de início célere do tratamento oncológico no SUS.

A deputada também chamou atenção para os desafios enfrentados por quem mora no interior. Os custos de deslocamento, as longas viagens até os centros especializados e os entraves no agendamento de consultas tornam urgente a descentralização dos serviços oncológicos na Paraíba.

Transparência e atuação conjunta

Além da melhoria na rede de exames, a parlamentar cobrou transparência nos dados epidemiológicos. Levantamento do Ministério Público da Paraíba, com dados fornecidos pela Secretaria de Estado da Saúde, revelou 226 mortes causadas pela doença entre janeiro e setembro de 2024, período em que a projeção do Inca indicava 1.180 casos anuais no ciclo 2023–2025.

Para frear os índices de mortalidade, a deputada propôs que a Assembleia Legislativa da Paraíba atue junto ao Governo do Estado e aos municípios para integrar a atenção básica, destravar os fluxos de encaminhamento e garantir que as campanhas informativas venham acompanhadas de capacidade real de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: ParaíbaNoticia