Política

Cobrança sobre permanência de sargento no TCE surge após veto a eleitores de Lula em pizzaria

Caso envolvendo militar que proibiu acesso de clientes por motivação política pressiona posicionamento do Tribunal e do governo estadual.

Por Redação •
Cobrança sobre permanência de sargento no TCE surge após veto a eleitores de Lula em pizzaria

A repercussão em torno do proprietário de uma pizzaria que vetou a entrada de eleitores de Lula em seu estabelecimento comercial gerou debates sobre a permanência do militar nos quadros do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O empresário envolvido no caso é um sargento da Polícia Militar que se encontra atualmente à disposição da corte de contas paraibana.

Decisão institucional no Tribunal

Diante do caso, discute-se se o órgão de controle deve manter a cessão do militar ou devolvê-lo formalmente às fileiras operacionais da corporação. A interpretação levantada é de que a continuidade do servidor representaria um aval institucional à conduta discriminatória, enquanto a devolução manifestaria expressamente o desacordo com o episódio. Até o momento, o TCE limitou-se a oficiar o ocorrido ao Comando-Geral da PM, evitando um posicionamento mais incisivo sobre a lotação do sargento.

Repercussão política e conduta na segurança

O episódio reacende discussões sobre o comportamento de alas da força de segurança pública e a influência política de nomes como o Cabo Gilberto no meio policial. Durante o período eleitoral recente, registros de intervenções contra militantes e estudantes de esquerda foram reportados em municípios como Prata, Campina Grande e João Pessoa, sem que sanções imediatas fossem divulgadas.

O cenário impõe exigências de postura ao governador do Estado, autoridade máxima sobre os comandos e tropas da Polícia Militar. Defende-se que a administração estadual mantenha firmeza na apuração de condutas que extrapolem o rigor funcional, destacando a necessidade de os servidores públicos optarem pela estrita observância da farda e da impessoalidade legal em detrimento da militância partidária aberta.

Fonte: Tião Lucena