Política

Câmara de João Pessoa aprova moção de repúdio a presidente da SAF do Botafogo-PB por ofensas a Lula e Janja

Requerimento apresentado pelo vereador Marcos Henriques contesta declarações em vídeo que associaram o presidente a criminosos e atacaram a primeira-dama.

Por Redação •
Câmara de João Pessoa aprova moção de repúdio a presidente da SAF do Botafogo-PB por ofensas a Lula e Janja

A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) aprovou uma Moção de Repúdio contra Fillipe Félix, presidente da SAF do Botafogo-PB. O requerimento, apresentado pelo vereador Marcos Henriques (PT), foi motivado pela repercussão de um vídeo gravado pelo dirigente esportivo contendo ofensas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à primeira-dama Janja Lula da Silva.

Conteúdo das declarações

A gravação foi veiculada nas redes sociais de Félix logo após a apuração do primeiro turno das eleições. No vídeo, ao comemorar o cenário eleitoral e criticar as administrações do PT, o dirigente vinculou o presidente da República à criminalidade e desferiu ataques diretos à primeira-dama.

“Acabou! Acabou! Arruma a mala, Janja, arruma a mala! Ele odiava os pobres. Sempre deu bolsa, miséria, para manter todo mundo da forma que está. Dava auxílio, mas não tinha emprego depois. Odiava os empresários. Todo dia era um imposto diferente. (…) Esse homem ganhou 90% dos presídios. Narcotraficante, faccionado, só gostava de coisa ruim, não gostava de Deus. Meu Deus, ele tinha tudo de errado em uma pessoa só”, afirmou o dirigente na gravação.

Fundamentação do requerimento

Ao defender a aprovação da medida, o vereador Marcos Henriques sustentou que a liberdade de manifestação não dá respaldo a agressões de caráter estritamente pessoal nem a ataques infundados. O parlamentar ressaltou que discordâncias políticas não autorizam imputações criminosas que atentem contra a honra de terceiros e a dignidade das instituições.

Com o aval do plenário, o documento registra a posição oficial da Câmara de João Pessoa, sem antecipar juízo de valor ou desdobramentos na esfera judicial, cabendo aos órgãos competentes a eventual apuração jurídica do caso.

Fonte: Portal da Capital