Bruno Roberto critica postura de Flávio Bolsonaro e declara vergonha de voto após eleição
Empresário paraibano expressou descontentamento nas redes sociais após o segundo turno; deputado Wellington Roberto também apagou publicação de apoio.

O empresário Bruno Roberto, filho do deputado federal Wellington Roberto (PSD-PB), manifestou publicamente descontentamento com a postura adotada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) após o resultado da disputa presidencial. Em publicação nos stories do Instagram nesta quinta-feira (29), Bruno declarou sentir vergonha de ter votado no parlamentar e reprovou seu comportamento no período pós-eleitoral.
“Eu jamais terei vergonha pelo que eu votei (eficiência no gasto público, corte de privilégios, investimentos em infraestrutura, ganho de competitividade da indústria brasileira e do produtor rural etc.), mas hoje me envergonho enormemente de em quem eu votei para buscar essa mudança”, escreveu o empresário.
Movimentações políticas e exclusão de publicações
O desabafo de Bruno acompanha outros sinais de distanciamento emitidos pela família do parlamentar paraibano. Nesta semana, o deputado federal Wellington Roberto apagou de seus perfis oficiais uma postagem em que reforçava lealdade a Jair Bolsonaro (PL).
O conteúdo excluído havia sido publicado durante o segundo turno da campanha. Na imagem, o deputado figurava ao lado de Bolsonaro com a legenda: “Pela nossa amizade e lealdade, presidente Bolsonaro”. A mensagem foi retirada do ar na manhã de terça-feira (27), mas prints do registro continuaram a circular nas redes sociais.
Trajetória partidária e desfecho das urnas
O movimento indica um reposicionamento estratégico do grupo paraibano. Wellington Roberto foi presidente do diretório estadual do PL na Paraíba, legenda pela qual Bruno Roberto e outros familiares atuaram diretamente alinhados à gestão federal anterior.
A turbulência interna ocorre após o término da apuração oficial das urnas, que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 51,79% dos votos válidos, derrotando Flávio Bolsonaro, que obteve 48,21%.
Fonte: FONTE83