Alexandre de Moraes determina indisponibilidade de ilha em Angra dos Reis disputada por Richarlison e Flávio Bolsonaro
Decisão do ministro do STF atinge a Ilha Comprida em meio a inquérito sobre suposta lavagem de dinheiro em plataformas de apostas.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a indisponibilidade da Ilha Comprida, situada em Angra dos Reis, no litoral fluminense. A propriedade é alvo de uma disputa judicial e pública envolvendo o atacante Richarlison e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O imóvel havia sido registrado pelo advogado Willer Tomaz, aliado do parlamentar; ambos são investigados pela Suprema Corte e considerados foragidos nos Estados Unidos.
Investigação sobre apostas online
A decisão cautelar integra as apurações que apuram supostos crimes de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas esportivas eletrônicas. De acordo com as investigações, Tomaz teria movimentado aproximadamente R$ 5 bilhões em apostas em uma única empresa do setor.
A ordem de restrição foi cadastrada na Central de Indisponibilidade de Bens (CNIB) no dia 26 de outubro e averbada pelo cartório de registro de imóveis de Angra dos Reis 48 horas após a notificação formal.
Disputa pela posse do imóvel
O jogador Richarlison vinha denunciando publicamente o imbróglio nas últimas semanas. Segundo o atleta, foram aportados cerca de R$ 10 milhões no local desde a aquisição, efetuada durante a pandemia de covid-19. O jogador sustenta que Flávio Bolsonaro tentou comprar a ilha e que, diante da recusa, o parlamentar e Willer Tomaz teriam tomado posse da propriedade de maneira irregular.
Fonte: Tempo Real RJ